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<title>Realidade Uberlandense - Sua fonte de notícias na cidade de Uberlândia</title>
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<description>Realidade Uberlandense - Sua fonte de notícias na cidade de Uberlândia - MG</description>
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<title>CCJ do Senado aprova texto-base da PEC da Segurança Pública</title>
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<description>De autoria do Poder Executivo, a proposta endurece regras para chefes de facções criminosas e estabelece novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil.</description>
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<media:description type="plain">© Ton Molina/Agência Senado</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, foi aprovado em votação simbólica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, na tarde desta quarta-feira (2). De autoria do Poder Executivo, a proposta endurece regras para chefes de facções criminosas e estabelece novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. O texto já passou na Câmara dos Deputados, na forma de um substitutivo.</p>


<p>"A proposta nasceu de um diagnóstico que já não pode mais ser ignorado: a criminalidade organizada deixou de ser um problema estadual isolado e assumiu dimensão nacional e até internacional", destacou o relator da proposta, o senador Rogério Carvalho (PT-SE).</p>


<p>Segundo ele, as facções que ameaçam a segurança nas cidades foram gestadas no interior de presídios estaduais e se enraizaram em territórios vulnerabilizados, aproveitando-se de um modelo constitucional de segurança pública descentralizado, no qual cada estado conduzia sua própria política, sem mecanismos efetivos de governança ou diálogo interfederativo.</p>

<p>Como um dos destaques apresentados na CCJ não foi analisado durante a reunião, por conta do início da sessão no plenário do Senado, o colegiado deverá retomar a votação em outro momento para concluir a análise do projeto. De acordo com o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), a PEC da Segurança Pública só deve ser votada em plenário no próximo esforço concentrado, previsto para a segunda semana de outubro, após o 1º turno das eleições.</p>

<h2>Recursos de bets</h2>

<p>No parecer, Carvalho rejeitou a maior das emendas apresentadas. Entre as que foram acolhidas estão emendas que impedem a inserção, na Constituição Federal, da previsão de arrecadação de recursos de empresas de apostas digitais, as bets. O dispositivo tinha sido incluído no texto da PEC por deputados durante a tramitação. Pelo texto vindo da Câmara, 30% da arrecadação das apostas de quota fixa, depois de determinadas deduções, seria uma das fontes de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). O trecho foi apelidado de "constitucionalização das bets".  </p>

<p>Na versão aprovada pelos senadores, no entanto, o dispositivo foi retirado, passando para uma definição por meio de lei ordinária, e não previsão constitucional.</p>

<p>Entre as emendas rejeitadas estavam uma que cria, na Constituição, um Sistema Nacional de Antecedentes Criminais (SINAC) e outra que retirava a competência do Tribunal do Júri para julgar determinados homicídios praticados por integrantes de organizações criminosas ultraviolentas. Segundo o relator, o sistema de antecedentes poderia ser criado por lei ordinária, enquanto eventual questionamento sobre a constitucionalidade da regra relativa ao Tribunal do Júri deveria ser resolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).</p>

<p>Uma emenda que incluía os agentes de trânsito entre os órgãos de segurança pública previstos na Constituição também foi rejeitada por tratar de tema que, na avaliação de Rogério Carvalho, foge do foco da PEC e já é objeto de outra proposta em tramitação no Senado.</p>

<p>Também foi rejeitada uma emenda que alterava a base de cálculo dos recursos destinados FNSP e ao Funpen, além de antecipar a entrada em vigor da nova regra.</p>

<h2>Susp na Constituição</h2>

<p>O texto-base da PEC aprovada no Senado propõe, entre outras medidas, a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), alterando o artigo 144 da Consituição.</p>

<p>Esse sistema estabelece a cooperação entre todos os órgãos de segurança do país, com atuação por meio de forças-tarefas intergovernamentais, compartilhamento de informações e provas, interoperabilidade de sistemas e integração de órgãos federais, estaduais, distritais e municipais.</p>


<p>"Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal", define o texto.</p>


<h2>Facções e fundos</h2>

<p>A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas. Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.</p>

<p>A proposta ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que passa a poder fazer policiamento ostensivo em hidrovias e ferrovias federais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública.</p>

<p>Segundo a PEC, 50% dos recursos do FNSP e do Funpen serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional.</p>

<p>Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público, com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.</p>


<p>"Essa é uma inovação significativa, aproxima a segurança pública do cidadão sem prejuízo das competências dos demais órgãos policiais com os quais essas novas corporações deverão atuar em integração operacional", destacou o relator durante a leitura do parecer.</p>


<p>O substitutivo aprovado na CCJ do Senado traz outras alterações importantes, como a que estabelece como competência privativa do presidente da República a atribuição de fixar a Política Nacional de Inteligência, e a previsão de suspensão de direitos políticos em casos de prisão provisória.</p>

<p>*texto atualizado às 19h11 para acréscimo de informações</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 19:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Censo Escolar 2026: dados da 1ª etapa podem ser conferidos até dia 11</title>
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<description>Informações prestadas na primeira etapa do período oficial de coleta podem ser consultadas no Sistema Educacenso do Inep.</description>
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<media:description type="plain">© Tomaz Silva/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Escolas das redes de ensino municipais, estaduais e do Distrito Federal poderão conferir, até 11 de setembro, as informações prestadas na primeira etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026 — Matrícula Inicial.</p>

<p>Pela primeira vez, os relatórios com os dados declarados durante o período oficial de coleta podem ser consultados no Sistema Educacenso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). </p>

<p>A  consulta permite que os responsáveis identifiquem possíveis inconsistências dos dados declarados antes da abertura do período oficial de retificação.</p>

<p>O Censo Escolar, coordenado pelo Inep, abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica e da educação profissional, incluindo educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.</p>

<h2>Consulta e retificação</h2>

<p>Até o dia 11, o Sistema Educacenso estará disponível exclusivamente para leitura. Portanto, os gestores de ensino e os responsáveis nas escolas não poderão editar ou alterar as informações declaradas.</p>

<p>Após a publicação dos dados preliminares do Censo Escolar 2026 no Diário Oficial da União (DOU), prevista para a segunda quinzena de setembro, a funcionalidade de edição será aberta para retificação de eventuais inconsistências identificadas nos dados informados.</p>

<p>Conforme a Portaria Inep nº 217/2026, o período de conferência e retificação dos dados terá duração de 30 dias. O procedimento deverá ser feito no mesmo Sistema EducaCenso, do Inep.</p>

<h2>Cronograma</h2>

<p>O cronograma também prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).</p>

<p>As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).</p>

<p>A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.</p>

<h2>Alunos</h2>

<p>Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.</p>

<p>Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.</p>

<p>O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.</p>

<p>As taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência a partir de 1º de abril de 2027.</p>

<p>Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.</p>

<h2>Censo Escolar</h2>

<p>Os dados no Censo Escolar servem para a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas educacionais, além de servirem como referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.</p>

<p>As informações também são utilizadas na produção de estatísticas e indicadores educacionais, entre eles o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), as taxas de rendimento, as taxas de fluxo escolar e a distorção idade-série.</p>

<p>Os dados coletados são utilizadas também em estudos, pesquisas, avaliações educacionais e outras atividades previstas na legislação.</p>

<p>Além disso, os dados do Censo Escolar são adotados em procedimentos administrativos relacionados às políticas públicas da educação básica, conforme a legislação vigente.</p>]]></content:encoded>
<category>Educação</category>
<dc:creator>Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 19:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>BB passa a usar tecnologia de origem verificada em ligações </title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/bb-passa-a-usar-tecnologia-de-origem-verificada-em-ligacoes</link>
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<description>Solução é aplicada às chamadas realizadas pelo número 4003-3001, usado por agências, escritórios de negócios, SAC, centrais de relacionamento e outras áreas de atendimento.</description>
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<media:description type="plain">© Marcelo Camargo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os clientes do Banco do Brasil (BB) contam com um novo recurso de segurança para evitar falsas ligações telefônicas. O banco passou a utilizar a tecnologia de origem verificada para identificar chamadas telefônicas feitas pela instituição.</p>

<p>O recurso, com validação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e das operadoras, permite que clientes reconheçam, na tela do celular, que determinada ligação foi realmente originada pelo banco.</p>

<p>A solução é aplicada às chamadas pelo número 4003-3001, usado por agências, escritórios de negócios, Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), centrais de relacionamento e outras áreas de atendimento do BB.</p>

<h2>Segurança</h2>

<p>Desenvolvida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a tecnologia valida, em tempo real, a autenticidade dos números usados em ligações telefônicas.</p>

<p>O sistema usa uma assinatura digital associada ao número do banco. Antes de a chamada chegar ao cliente, a operadora verifica essa assinatura. Quando a autenticação é concluída, o celular pode exibir uma identificação indicando que a ligação foi feita pelo Banco do Brasil.</p>

<p>A iniciativa busca contribuir para o combate a fraudes telefônicas e às chamadas automatizadas indevidas, conhecidas como robocalls.</p>

<h2>Atendimentos</h2>

<p>O telefone continua sendo um dos principais canais de relacionamento entre o banco e seus clientes.</p>

<p>Segundo o BB, em 2025 foram registradas, em média, 2,3 milhões de chamadas receptivas por mês, feitas por clientes ao banco. Além disso, o BB fez 1,5 milhão de chamadas ativas mensais a clientes.</p>

<p>Durante os testes da tecnologia de origem verificada, a identificação das chamadas contribuiu para um aumento de aproximadamente 30% na taxa de atendimento.</p>

<h2>Funcionamento</h2>

<p>O recurso é gratuito e não exige a instalação de aplicativos. Para o funcionamento completo da tecnologia, o BB recomenda que o celular esteja conectado a uma rede 4G ou 5G.</p>

<p>A forma como as informações aparecem na tela pode variar conforme o modelo do aparelho e a operadora utilizada pelo cliente.</p>

<h2>Golpes</h2>

<p>Apesar da identificação das chamadas, o banco reforça que os clientes devem permanecer atentos a possíveis tentativas de fraude.</p>

<p>Durante ligações telefônicas, o Banco do Brasil não solicita:</p>

<ul>
	<li>    instalação de aplicativos;</li>
	<li>    acesso a sites externos;</li>
	<li>    senhas;</li>
	<li>    códigos de autenticação;</li>
	<li>    dados pessoais;</li>
	<li>    acesso remoto ao celular.</li>
</ul>

<p>Em caso de dúvida sobre a autenticidade de uma ligação, a orientação é encerrar o contato e procurar os canais oficiais da instituição.</p>

<h2>Canais oficiais</h2>

<p>O BB orienta os clientes a utilizarem os seguintes números para atendimento:</p>

<ul>
	<li>    4004-0001 — capitais e regiões metropolitanas;</li>
	<li>    0800 729 0001 — demais localidades.</li>
</ul>

<p>O banco destaca ainda que o 4004-0001 é usado apenas para receber chamadas. Portanto, se esse número aparecer como originador de uma ligação, a recomendação é desconfiar e encerrar o contato.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator>Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 18:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Escala 6x1: 67% apontam que jornada piora saúde mental, diz pesquisa</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/escala-6x1-67-apontam-que-jornada-piora-saude-mental-diz-pesquisa</link>
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<description>De acordo com o Instituto Locomotiva, para 62% dos entrevistados, a rotina laboral atual prejudica saúde física do trabalhador</description>
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<media:description type="plain">© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhar seis dias seguidos e descansar apenas um proporciona piora da saúde mental para 67% dos brasileiros ouvidos por levantamento do Instituto Locomotiva, divulgado nesta terça (2). O possível fim da escala 6x1 está em tramitação avançada no Congresso. </p>

<p>A proposta de emenda à Constituição sobre o tema foi aprovada nesta tarde pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A pesquisa do Locomotiva apresenta também, por exemplo, que a rotina laboral da escala 6x1 prejudica a saúde física para 62% das pessoas.</p>

<p>Segundo avaliou o presidente do instituto, Renato Meirelles, o levantamento aponta que o problema central para os brasileiros está no tamanho da vida que sobra depois do trabalho.</p>


<p>“A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre dimensões fundamentais da qualidade de vida, como saúde mental, descanso, tempo com a família e relações pessoais”, destaca.</p>


<p>O levantamento foi feito em parceria com a QuestionPro entre os dias 2 e 8 de junho e ouviu 1.030 brasileiros em todas as regiões. </p>

<h2>Menos sono e saúde</h2>

<p>Ao todo, 69% entendem que o tempo com a família é prejudicado ao trabalhar seis dias seguidos e folgar um, e 61% dizem que o sono e o descanso são impactados.  Inclusive, 71% dos brasileiros afirmam que a jornada dificulta a manutenção de hábitos saudáveis e 78% dizem que é difícil descansar de verdade trabalhando tanto tempo. </p>

<p>O sentimento de que vivem cada vez mais cansadas é citado por 83% das pessoas. O levantamento de quem atua na escala 6x1 é de sacrificar saúde e lazer em nome da renda para 85%. Entre as mulheres, o percentual chega a 89%.</p>

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    </div><div class="dnd-caption-wrapper">
 Instituto Locomotiva/Divulgação
</div></div>

<h2>Projeto</h2>

<p>A PEC 221 de 2019, que tramita no Congresso Nacioanl, prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem diminuição salarial. A proposta reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses. </p>

<p>Nas discussões no Congresso, os parlamentares destacam que estudos sobre o fim da escala 6x1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).   </p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 18:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Professores de escolas particulares do Rio fazem greve de 24 horas</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/professores-de-escolas-particulares-do-rio-fazem-greve-de-24-horas</link>
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<description>De acordo o sindicato, o salário está defasado e o trabalho fora da sala de aula aumentou, com trabalho virtual, uso de plataformas de ensino, adaptação de materiais, entre outras tarefas.</description>
<media:content url="https://www.realidadeuberlandense.com/uploads/images/2026/09/professores-de-escolas-particulares-do-rio-fazem-greve-de-24-horas1788384912.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Fernando Frazão/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Professores de escolas particulares do Rio de Janeiro cruzaram os braços nesta quarta-feira (2) em reivindicação por melhores condições de trabalho. A luta é por reajuste salarial e pela valorização dos profissionais. </p>

<p>A greve, de 24 horas, foi aprovada em assembleia conduzida pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), no último sábado (29), após rodadas de negociação sem acordo.</p>

<p>Nesta quarta, mobilizados, os professores realizaram um ato no Largo do Machado, no bairro Catete, na zona sul da cidade. Participaram da paralisação, de acordo com o sindicato, mais de 1 mil profissionais. </p>

<h2>Reivindicações</h2>

<ul>
	<li>pagamento da hora-atividade, trabalhada fora da sala de aula em atividades pedagógicas; </li>
	<li>gratificação pelo aprimoramento acadêmico; </li>
	<li>equiparação salarial entre profissionais da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio; </li>
	<li>reajuste salarial de ao menos 5,5%.</li>
</ul>

<p>De acordo com o diretor jurídico do SinproRio, Fábio Conde, o salário está defasado. Além disso, principalmente após a pandemia, o trabalho fora da sala de aula aumentou, com trabalho virtual, uso de plataformas de ensino, adaptação de materiais, entre outras tarefas. </p>

<p>"A gente vem solicitando que o patronato aceite que a gente inclua uma cláusula para remuneração por essa hora-atividade fora de sala de aula, porque o professor tem trabalhado demais sem receber nada", diz.</p>


<p>"O professor está trabalhando na escala 7 por 0, porque ele trabalha todos os dias, ele tem fichas, tem trabalhos para corrigir, ele tem uma série de coisas para fazer todos os dias, mesmo fora de sala de aula e não tem intervalo", acrescenta. "A quantidade de professores que estão afastados por questões mentais é muito grande". </p>


<p>A Agência Brasil entrou em contato com o Sindicato dos Esta­belecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio) que optou por não se manifestar, neste momento, sobre o tema. </p>



<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered">
            
        
    </div><div class="dnd-caption-wrapper">
Professores das escolas particulares do Rio de Janeiro, em greve por reajuste salarial e outras reivindicações, protestam nas ruas da região do Largo do Machado. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
</div></div>]]></content:encoded>
<category>Educação</category>
<dc:creator>Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil </dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 18:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Mega-Sena acumula para R$ 41 milhões; confira os números sorteados</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/mega-sena-acumula-para-r-41-milhoes-confira-os-numeros-sorteados</link>
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<description>Dezenas sorteadas são: 16 - 30 - 40 - 47 - 48 - 60. Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (3).</description>
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<media:description type="plain">© Arquivo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.052 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (1º). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 41 milhões para o próximo sorteio.</p>

<p>Os números sorteados são: 16 - 30 - 40 - 47 - 48 - 60</p>

<ul>
	<li>21 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 80.825,85 cada</li>
	<li>1.699 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.646,74 cada</li>
</ul>

<h2>Apostas</h2>

<p>Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (3), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.</p>

<p>A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator>Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Cai número de assassinatos no campo, mas aumenta o de conflitos</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/cai-numero-de-assassinatos-no-campo-mas-aumenta-o-de-conflitos</link>
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<description>Nos primeiros seis meses deste ano, a comissão contabilizou seis assassinatos no campo, enquanto, de janeiro a junho de 2025, foram 27. O número de conflitos, por outro lado, subiu de 798 para 841.</description>
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<media:description type="plain">© Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil teve mais conflitos agrários no primeiro semestre deste ano, mas o número de pessoas assassinadas no campo diminuiu em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que aponta o aumento da mercantilização e da financeirização da terra no país.</p>

<p>Nos primeiros seis meses deste ano, a comissão contabilizou seis assassinatos no campo, enquanto, de janeiro a junho de 2025, foram 27. O número de conflitos, por outro lado, subiu de 798 para 841.</p>

<p>O Maranhão se manteve como o estado que mais registrou conflitos no campo nos seis primeiros meses de 2026, com 156 casos. Na sequência, estão Pará (90), Bahia (85), Rondônia (63) e Amazonas (63).</p>

<p>Os dados relativos ao primeiro semestre de 2026 servirão para avaliação das tendências dos conflitos no campo neste ano e vão contribuir para o relatório anual “Conflitos no Campo Brasil", que será lançado em 2027.</p>

<p>Os levantamentos são realizados com base nas fontes coletadas pelos agentes da CPT em todo o Brasil, além de notícias veiculadas pela imprensa, divulgações de órgãos públicos, movimentos sociais e organizações parceiras da CPT ao longo do ano.</p>


<p>“O campo brasileiro está distante do que chamamos de um lugar de paz, onde as pessoas não precisam sempre resistir para a permanência na terra”, definiu a coordenadora nacional da CPT, Cecília Gomes, em entrevista à Agência Brasil.</p>


<p>Na concepção da comissão, o número de assassinatos foi menor, mas se mantém uma característica do ano passado que são os massacres, quando há o assassinato de mais de uma pessoa. </p>

<p>Na avaliação de Cecília Gomes e da CPT, tem se intensificado a mercantilização e a financeirização da terra, com a atuação de fundos de pensão e o interesse nas chamadas terras raras, que, muitas vezes, estão em comunidades tradicionais e camponesas.</p>

<p>“Toda essa corrida pela terra e pelo que tem na terra acontece cada vez mais no território brasileiro, no sentido da financeirização da terra”, denunciou Cecília.</p>

<h2>Conflitos por terra</h2>

<p>Os casos registrados neste ano são em grande maioria conflitos por terra (711), seguidos por conflitos por água (100) e ocorrências de trabalho escravo rural (30).</p>

<p>Os 711 conflitos por terra incluem casos de violência e de resistência envolvendo ocupações e acampamentos. Enquanto as violências aumentaram de 584 para 663, as resistências mantiveram a tendência de queda dos últimos 10 anos e caíram de 66 para 48 casos. </p>

<p>O Maranhão (153) também concentra a maior parte desses conflitos, seguido pela Bahia (76), Pará (68) e Rondônia (54). Outro destaque foi o estado do Amazonas, onde as ocorrências subiram 140% em comparação ao mesmo período de 2025 ─ de 37 para 52.</p>

<p>A forma de violência mais frequente nos conflitos por terra foi a contaminação por agrotóxicos, que aumentou de 98 para 169 casos, seguida de invasão aos territórios (de 96 para 109), desmatamento ilegal (de 67 para 107) e ameaça de despejo (de 63 para 70). O CPT atribui essas violências à expansão do agronegócio, destacando o estado do Maranhão.</p>

<p>Cecília Gomes alertou para a gravidade da violência por agrotóxicos, usados como arma química: </p>

<p>“Não vai matar no momento inicial, mas vai matando o sujeito aos poucos”.</p>

<h2>Conflitos pela água</h2>

<p>Os conflitos pela água foram constatados em 20 estados, com significativa expansão em relação ao primeiro semestre do ano passado ─ um aumento de 47 para 100 registros. </p>

<p>O Pará teve o maior número de ocorrências (16), seguido por Minas Gerais (11), Amazonas (10) e Mato Grosso (10). </p>

<p>No caso do Pará, o CPT informou que os primeiros meses deste ano têm sido marcados pela luta dos povos indígenas contra a privatização dos rios, por parte do governo federal, e contra a ação de garimpeiros. Há também a luta de ribeirinhos e outros povos contra a atuação de mineradoras.</p>

<p>A Comissão Pastoral lembrou que a luta dos indígenas contra a privatização dos rios resultou na revogação do Decreto nº 12.600/2025, em fevereiro de 2026. A medida incluía hidrovias nos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização.</p>



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Vista em sobrevoo do Rio Mucajaí, afetado pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
</div></div>

<h2>Trabalho escravo</h2>

<p>As ocorrências de trabalho escravo rural caíram no primeiro semestre de 2026, com 30 registros contra 101 no mesmo período de 2025. </p>

<p>Do mesmo modo, o número de trabalhadores vitimados passou de 842 para 355. O maior contingente de trabalhadores resgatados ocorreu no primeiro semestre de 2023, quando 1.395 pessoas foram encontradas nessas condições.</p>

<p>Um dos destaques nesse eixo foi o estado de São Paulo, que apresentou os maiores números de trabalhadores resgatados (148) e de casos registrados (cinco). Em três dessas ocorrências, os trabalhadores foram encontrados em atividades de plantio e corte de cana-de-açúcar. </p>

<h2>Violência contra a pessoa</h2>

<p>Entre os seis assassinatos registrados até junho em conflitos no campo está incluído o massacre de três posseiras registrado em Lábrea (AM). Houve ainda dois indígenas assassinados, em Roraima e Mato Grosso do Sul, e um trabalhador rural sem-terra. As vítimas tinham entre 14 e 45 anos.</p>

<p>A CPT informa também que os números de casos e de vítimas da violência aumentaram, passando de 418 para 588 e de 308 para 497, respectivamente.</p>

<p>A violência com maior incidência foi a contaminação por minérios, com 195 casos. Não houve notícia dessas ocorrências no primeiro semestre de 2025. </p>

<p>Todos esses registros foram em Jacareacanga, no Pará. As agressões decorreram do garimpo ilegal de ouro na Bacia do Rio Tapajós e atingiram a Terra Indígena Munduruku.</p>

<p>A contaminação por agrotóxicos (132 em 2026, contra 10 nos primeiros seis meses do ano passado), a criminalização (51 contra 46) e os ferimentos (42 contra 26) também se destacam entre as formas de violência. </p>

<p>As principais vítimas foram os povos indígenas, os trabalhadores e trabalhadoras sem-terra, os posseiros, os seringueiros e os quilombolas.</p>



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A comunidade quilombola de Santa Fé, no município de Costa Marques, em Rondônia, teve 74 famílias incluídas no Plano Nacional de Reforma Agrária. Foto: ASCOM/INCRA RO
</div></div>

<h2>Manifestações</h2>

<p>Embora não integre o cálculo dos conflitos no campo, as manifestações representam importante estratégia das comunidades para denunciar as violências sofridas e lutar pela garantia de seus direitos, sendo uma forma de resistência contabilizada pela CPT.</p>

<p>No primeiro semestre de 2026, houve 284 manifestações, um aumento em relação ao primeiro semestre de 2025, que teve 253. A CPT cita como destaques os atos públicos, marchas, protestos, romarias, bloqueios de rodovias, ocupações de prédios públicos e outras mobilizações. </p>

<p>As principais reivindicações são pela demarcação de terras indígenas, contra os agrotóxicos, contra a mineração e a privatização das águas e por melhores condições de trabalho.</p>



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Marcha de indígenas de todo país que participam do Acampamento Terra Livre - ATL 2026. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
</div></div>

<p>Cecília Gomes afirmou que a CPT entra no campo não somente para denunciar, mas para mostrar como os povos atuam na resistência e no enfrentamento a essas formas de mercantilização e financeirização da terra. </p>

<p>“Ela colabora e está junto das comunidades nesses enfrentamentos. A CPT não só documenta. Ela está lá auxiliando nas vivências com esses povos e comunidades na resistência”.</p>

<p>Além disso, a entidade atua na perspectiva de construção de incidências e políticas públicas voltadas para o campo. A construção de documentos é também nessa perspectiva, indicou Cecília.</p>]]></content:encoded>
<category>Região</category>
<dc:creator>Alana Gandra - repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>SUS amplia oferta de trombolíticos para infarto e AVC isquêmico</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/sus-amplia-oferta-de-tromboliticos-para-infarto-e-avc-isquemico</link>
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<description>Medicamento é usado para dissolver os coágulos sanguíneos que bloqueiam os vasos do coração ou do cérebro e, dessa forma, restabelecer a circulação do sangue.</description>
<media:content url="https://www.realidadeuberlandense.com/uploads/images/2026/09/sus-amplia-oferta-de-tromboliticos-para-infarto-e-avc-isquemico1788377724.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Marcelo Camargo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar a oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência, incluindo as unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).</p>

<p>O maior acesso ao tratamento pelas pessoas com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico está previsto na Lei nº 5.972/2023, sancionada na manhã desta quarta-feira (2) pelo presidente da República.</p>

<p>Os trombolíticos são usados, conforme avaliação clínica, para dissolver os coágulos sanguíneos que bloqueiam os vasos do coração ou do cérebro e, dessa forma, restabelecer a circulação do sangue. O bloqueio pode causar as duas graves condições médicas de emergência, o IAM e o AVC isquêmico.</p>

<p>A rapidez no diagnóstico e no início da terapia aumenta as chances de sobrevivência e reduz o risco de sequelas nos pacientes, ressalta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. </p>

<p>Com a sanção da lei, a terapia estará mais disponível em todo o país. </p>

<p>“Em caso de infarto, acidente vascular cerebral, tempo é vida! É o que pode reduzir o risco de óbito ou de impactos maiores físicos para aquela pessoa”, disse em suas redes sociais. </p>

<p>Nos casos de infarto, o uso do trombolítico pode ser indicado, principalmente, quando os procedimentos de maior complexidade, como a angioplastia (procedimento médico para desobstruir artérias), não estão disponíveis no tempo recomendado. Assim, o paciente pode receber o medicamento enquanto a continuidade do atendimento é providenciada na rede de saúde.</p>

<h2>Comitê</h2>

<p>Atualmente, já existem protocolos do SUS para diagnóstico e tratamento para o IAM e para o AVC que preveem o uso de trombolíticos nos serviços de urgência e emergência, incluindo as UPA e o Samu 192. No entanto, a aquisição desses medicamentos é feita pelos gestores de saúde locais.</p>

<p>Para ampliar a disponibilidade desses medicamentos e aprimorar a oferta dos trombolíticos na rede pública de saúde de todo país, o ministro da Saúde assinou a portaria que instituiu o Comitê de Acompanhamento da Implementação das Linhas de Cuidado dos Agravos Cerebrovasculares e Cardiovasculares Tempo-Dependentes: Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).</p>

<p>De acordo com a pasta, esse grupo será responsável por analisar e propor ações para tornar os medicamentos mais acessíveis e qualificar a assistência aos pacientes.</p>

<p>“O Ministério da Saúde cria hoje um grupo de trabalho, junto com as sociedades de especialidades, para regulamentar, estabelecer diretrizes, implementar e acompanhar a execução em todo o Brasil. Isso é fundamental para mudar a história natural do infarto no nosso país”, explicou o ministro Alexandre Padilha.</p>

<h2>Números</h2>

<p>O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano. Em 2025, o SUS contabilizou 292 mil atendimentos por AVC, dos quais 218 mil foram relacionados ao AVC isquêmico, quando um coágulo obstrui uma artéria do cérebro, interrompendo o fluxo sanguíneo e a oxigenação na região.</p>

<p>Nas UPAs, as equipes podem fazer o diagnóstico, avaliar a indicação clínica e, quando necessário, iniciar o tratamento com trombolíticos tanto para o IAM quanto o AVC isquêmico para dissolução dos trombos.</p>

<p>O ministro Alexandre Padilha disse que várias experiências com uso de trombolíticos, realizadas junto aos estados e municípios, são acompanhadas pela pasta, com a possibilidade de reduzir em até 50% os óbitos por infarto.</p>

<p>No Samu 192, após avaliação da equipe de saúde, o medicamento pode ser administrado nas unidades de Suporte Avançado de Vida habilitadas.</p>

<p>Atualmente, 102 unidades do Samu 192 estão habilitadas para prestar esse tipo de assistência. O Ceará concentra 28 unidades, seguido por Minas Gerais, com 22; Sergipe, com 16; Rio Grande do Norte, com 13; Bahia, com 12; São Paulo, com nove; e Paraíba, com duas.</p>

<p>Em 2025, foram registradas 861 aplicações de trombolíticos pelo Samu 192 em todo o país.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>CCJ do Senado aprova PEC que acaba com jornada 6x1</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/ccj-do-senado-aprova-pec-que-acaba-com-jornada-6x1</link>
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<description>PEC prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição.</description>
<media:content url="https://www.realidadeuberlandense.com/uploads/images/2026/09/ccj-do-senado-aprova-pec-que-acaba-com-jornada-6x11788377722.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Geraldo Magela/Agência Senado</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), por votação simbólica, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1). A matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa, em dois turnos de votação. </p>

<p>A PEC 221 de 2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.  </p>

<p>Dos 27 senadores presentes na comissão, apenas quatro registraram votos contrários: o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).</p>

<p>O relator Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou todas as 36 emendas apresentadas à PEC, incluindo propostas para manter a possibilidade de escalas de 6x1 ou jornadas superiores a 40 horas.  </p>


<p>“Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas, nenhuma pede mais benefício para o trabalhador”, justificou o relator.</p>


<p>A PEC foi criticada pelo líder da oposição Rogério Marinho, que reclamou do pouco tempo para debater o tema e destacou que a proposta traria inflação para a economia.</p>

<p>“Nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”, disse o parlamentar potiguar.</p>

<p>Estudos sobre o fim da 6x1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).  </p>

<p>Rogério Marinho defendeu uma outra PEC, a que cria um regime trabalhista por hora trabalhada, e defendeu as negociações individuais entre patrões e empregados para definição da escala de trabalho.</p>

<p>“Esse projeto vai na contramão da necessidade de darmos competitividade à população, ao país e à sociedade brasileira”, criticou.</p>

<p>O líder da oposição ainda apresentou um destaque para limitar o descanso remunerado dos trabalhados à apenas um dia na semana. Porém, o destaque foi rejeitado pela CCJ.</p>

<p>A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu os argumentos de Rogério Marinho e citou a pressão de empresários contra a PEC por aumentar direitos dos trabalhadores.</p>


<p>“Toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos trabalhistas, o discurso é o mesmo, a economia vai quebrar, o desemprego vai imperar, a inflação vai ocorrer. Isso é um discurso simplesmente para atender os grandes empresários deste país”, afirmou.</p>


<p>A senadora defendeu que a PEC assegura mais dignidade à vida dos trabalhadores, “sobretudo às mulheres brasileiras, que têm dupla ou tripla jornada de trabalho, e hoje, com a aprovação do fim da escala 6x1, nós vamos dar dignidade, saúde mental e vamos melhorar a produtividade no Brasil”.</p>

<p>O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) reclamou da “falta de mão de obra” no Brasil e defendeu a jornada flexível por hora trabalhada.</p>

<p>“Está difícil a contratação de funcionário. Nós, patrões, queremos que os nossos funcionários estejam com a melhor qualidade de vida”, disse, acrescentando que não tinha como apoiar a PEC.  </p>

<p>“Como é que nós vamos reduzir de 44 horas para 40 horas e essa empresa vai ter a mesma produção? Claro que não. Não adianta nós dizermos que não vai aumentar os custos”, completou o senador por Rondônia.</p>

<h2>Críticas</h2>

<p>O relator da proposta, senador Omar Aziz, lembrou que mesmo o PL, partido da oposição, votou majoritariamente a favor da PEC na Câmara dos Deputados e rejeitou a tese de que a redução da jornada vai “quebrar” a economia.  </p>

<p>“Quando se criou o 13º salário, diziam que o Brasil ia quebrar, ia ter problema. Depois que se reduziu de 48 horas para 44 horas, também [apontaram] os mesmos problemas. O Brasil é muito forte e tem uma massa trabalhadora que nos dá muito orgulho”, disse Aziz.</p>

<p>O relator da PEC do fim da 6x1 ainda criticou os acordos individuais entre patrão e trabalhador, argumentando que não há igualdade de condições nessa relação.</p>


<p>“O assédio ao trabalhador é quando você faz o contato individual. Ou é desse jeito ou ele tá fora. Aí uma pessoa que tá precisando desesperadamente daquele trabalho, vai aceitar. Acordo individual é assédio ao trabalhador, sim! Acordo coletivo, não!”, acrescentou.  </p>


<p>O relator também rejeitou a emenda que aumentava a regra de transição da PEC de 14 meses para até quatro anos. Foram rejeitadas ainda as sugestões de parlamentares para adiar a implementação da regra para uma lei complementar posterior e para compensações fiscais às empresas. </p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>TSE e DPU ampliam assistência gratuita remota nas eleições</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/tse-e-dpu-ampliam-assistencia-gratuita-remota-nas-eleicoes</link>
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<description>Objetivo é proteger direitos políticos de pessoas que não têm condição de contratar advogado ou vive em locais sem defensoria pública física.</description>
<media:content url="https://www.realidadeuberlandense.com/uploads/images/2026/09/tse-e-dpu-ampliam-assistencia-gratuita-remota-nas-eleicoes1788377719.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Defensoria Pública da União (DPU) assinaram um acordo de cooperação na terça-feira (1º) para fortalecer a assistência jurídica remota a eleitores e candidatos que não têm condições de contratar advogados e vivem em locais onde a defensoria não tem estrutura física. </p>

<p>A parceria vai ampliar a atuação do Núcleo Estratégico de Interiorização Eleitoral (Neie) já nas eleições de 2026. A defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado, explicou que o acordo pretende assegurar que a falta de estrutura física do órgão não impeça o acesso à assistência jurídica.</p>


<p>“Precisamos garantir que ninguém que necessite de assistência jurídica gratuita em matéria eleitoral fique desamparado em nenhum canto do país”, afirmou.</p>


<p>O objetivo é alcançar especialmente pessoas e grupos que enfrentam maiores obstáculos de acesso à Justiça e à participação política, como povos indígenas, comunidades quilombolas, migrantes, pessoas refugiadas, populações de fronteira, pessoas em situação de rua e mulheres.</p>

<p>O trabalho permitirá o enfrentamento de temas como fraudes à cota de gênero, violência política contra candidatas e eleitoras e assédio eleitoral nas relações de trabalho, destacam a DPU e o TSE.</p>


<p>“Não há democracia plena quando o medo ou a violência afasta alguém da vida política”, disse a defensora.</p>


<p>Entre as medidas previstas no acordo de cooperação técnica estão a inclusão do núcleo estratégico como destinatário formal das intimações dirigidas à DPU nos sistemas processuais eletrônicos utilizados pela Justiça Eleitoral. </p>

<p>Também foi pactuado o aperfeiçoamento dos fluxos necessários para que defensoras e defensores públicos possam acompanhar os processos e organizar o atendimento jurídico virtual. </p>

<p>O acordo busca ainda ampliar o reconhecimento da atribuição nacional da DPU em matéria eleitoral e do funcionamento do núcleo junto ao TSE e aos 27 tribunais regionais eleitorais. </p>

<p>O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, assinou a parceria com a DPU e destacou a importância do Neie e de sua integração com a Justiça Eleitoral.</p>

<p>“A criação do Núcleo Estratégico de Interiorização Eleitoral constitui iniciativa de grande relevância para assegurar a presença efetiva da Defensoria Pública da União perante a Justiça Eleitoral em todo o território nacional”.</p>]]></content:encoded>
<category>Uberlândia</category>
<dc:creator>Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Prouni: candidatos já podem consultar selecionados em lista de espera </title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/prouni-candidatos-ja-podem-consultar-selecionados-em-lista-de-espera</link>
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<description>Para saber se foi selecionado, estudante que manifestou interesse nesta fase do programa deve acessar o site do Prouni, por meio da conta Gov.br.</description>
<media:content url="https://www.realidadeuberlandense.com/uploads/images/2026/09/prouni-candidatos-ja-podem-consultar-selecionados-em-lista-de-espera1788377717.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Juca Varella/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os participantes do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 já podem consultar o resultado da lista de espera. Para saber se foi selecionado, o estudante que manifestou interesse nesta fase do programa deve acessar o site do Prouni, por meio da conta Gov.br.  </p>

<p>A lista de espera é a última etapa no preenchimento das vagas não ocupadas ao longo da primeira e da segunda chamadas do programa. Os selecionados têm até 14 de setembro para entregar a documentação comprobatória junto às instituições de ensino superior.  </p>

<p>A comprovação dos dados deve ser realizada diretamente na instituição privada para a qual o estudante foi pré-selecionado. Cada faculdade define o formato de recebimento dos documentos, que pode ser presencial ou por meio de plataforma online. </p>

<h2>Confira a lista de documentos necessários: </h2>

<ul>
	<li>Comprovante de residência atualizado; </li>
	<li>Comprovantes de rendimento bruto mensal de todos os integrantes do grupo familiar; </li>
	<li>Comprovante de conclusão do ensino médio em escola da rede pública ou em instituição privada, conforme declarado na inscrição.  </li>
</ul>

<h2>Sobre o ProUni </h2>

<p>Criado em 2005, o programa oferece bolsas de estudo, parciais e integrais, a estudantes de baixa renda que tenham concluído o ensino médio preferencialmente em instituições públicas, ou em colégios privados na condição de bolsista. </p>

<p>Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.   </p>

<p>A classificação para a seleção das bolsas do Prouni considera as notas obtidas pelos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). </p>]]></content:encoded>
<category>Educação</category>
<dc:creator>Agência Brasil </dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Orçamento de 2027 prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/orcamento-de-2027-preve-r-133-8-bilhoes-em-investimentos</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/orcamento-de-2027-preve-r-133-8-bilhoes-em-investimentos</guid>
<description>Proposta amplia os recursos destinados a obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos, habitação e projetos considerados prioritários pela equipe econômica.</description>
<media:content url="https://www.realidadeuberlandense.com/uploads/images/2026/09/orcamento-de-2027-preve-r-133-8-bilhoes-em-investimentos1788377715.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Fernando Frazão/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A equipe econômica prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos no Orçamento de 2027, segundo o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. O valor representa aumento em relação aos R$ 110,8 bilhões previstos no Orçamento de 2026.</p>

<p>A proposta amplia os recursos destinados a obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos, habitação e projetos considerados prioritários pela equipe econômica. Os investimentos fazem parte das despesas discricionárias, que não têm execução obrigatória e podem ser ajustadas pelo governo ao longo do ano.</p>

<p>Do total previsto para 2027, R$ 87,9 bilhões correspondem a despesas primárias e R$ 45,9 bilhões a inversões financeiras, que incluem operações como subsídios destinados a programas habitacionais.</p>

<p>O arcabouço fiscal determina piso de R$ 88,7 bilhões para os investimentos no próximo ano, equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). Dessa forma, o total de investimentos públicos previstos para 2027 está R$ 45,1 bilhões acima do limite mínimo.</p>

<h2>Principais números</h2>

<ul>
	<li>R$ 133,8 bilhões: investimentos totais previstos para 2027;</li>
	<li>R$ 87,9 bilhões: despesas primárias de investimento;</li>
	<li>R$ 45,9 bilhões: inversões financeiras;</li>
	<li>R$ 61,5 bilhões: previsão de investimentos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC);</li>
	<li>R$ 110,8 bilhões: investimentos previstos no Orçamento de 2026;</li>
	<li>R$ 88,7 bilhões: piso de investimentos previsto para 2027.</li>
</ul>

<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, destacou que a capacidade de investimento do governo aumentou na proposta, embora ainda esteja abaixo do necessário para sustentar um crescimento mais acelerado da economia.</p>


<p>“Mesmo quando considera só investimento primário, ampliamos nossa capacidade [de investimento no PLOA]. É um espaço que ainda precisa crescer, porque aumenta nossa capacidade produtiva”, disse.</p>


<h2>Recursos para o PAC</h2>

<p>O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deverá concentrar R$ 61,5 bilhões em investimentos em 2027. O montante considera tanto despesas primárias quanto financeiras.</p>

<p>Os recursos poderão financiar projetos de infraestrutura e expansão da capacidade produtiva, incluindo obras de transporte, energia, habitação e outras áreas consideradas estratégicas pelo governo.</p>

<p>O texto reserva as seguintes verbas para alguns programas do Novo PAC:</p>

<ul>
	<li>R$ 8,25 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida;</li>
	<li>R$ 1,19 bilhão para transporte coletivo urbano;</li>
	<li>R$ 667,2 milhões para drenagem e prevenção de inundações.</li>
</ul>

<p>Segundo Moretti, o aumento dos investimentos foi possível em parte pelo controle do crescimento das despesas obrigatórias e pela aplicação dos mecanismos de contenção previstos na legislação fiscal.</p>

<h2>Despesas obrigatórias</h2>

<p>A proposta também prevê redução da participação das despesas obrigatórias na economia. Segundo o governo, elas devem passar de 17,5% para 17,3% do Produto Interno Bruto (PIB).</p>

<p>A proporção dos gastos obrigatórios em relação à despesa primária total também recua, de 92,4% para 91,7% do PIB.</p>

<p>Entre as principais reduções previstas estão:</p>

<ul>
	<li>Pessoal: queda de 0,1 ponto percentual do PIB;</li>
	<li>Benefícios previdenciários: queda de 0,1 ponto;</li>
	<li>Despesas obrigatórias com controle de fluxo: queda de 0,1 ponto;</li>
	<li>Sentenças judiciais: queda de 0,1 ponto.</li>
</ul>

<p>Em contrapartida, o Orçamento incorpora uma despesa equivalente a 0,2 ponto percentual do PIB para o novo Fundo de Compensação a Estados e Municípios, criado pela reforma tributária.</p>

<h2>Limite fiscal</h2>

<p>O aumento dos investimentos ocorre dentro das regras do arcabouço fiscal. A legislação permite crescimento anual das despesas de até 2,5% acima da inflação, condicionado ao comportamento das receitas públicas.</p>

<p>As despesas discricionárias, por serem mais flexíveis, são uma das principais áreas utilizadas pelo governo para acomodar investimentos e, ao mesmo tempo, cumprir as metas fiscais.</p>

<p>Para Moretti, apesar do crescimento previsto no PLOA 2027, o volume de investimentos ainda é insuficiente diante das necessidades de infraestrutura e expansão da capacidade produtiva do país.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:34:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Do uso de drones à agricultura regenerativa, o setor agro brasileiro alia tradição e inovação para alimentar o mundo e impulsionar a economia.</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/do-uso-de-drones-a-agricultura-regenerativa-o-setor-agro-brasileiro-alia-tradicao-e-inovacao-para-alimentar-o-mundo-e-impulsionar-a-economia</link>
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<description>Você sabia que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo? E isso não é por acaso!</description>
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<media:description type="plain">https://pixabay.com/photos/drone-precision-agriculture-crops-2734228</media:description>
</media:content>
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<category>Agro</category>
<dc:creator>Exemplo de conteúdo</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Senado retoma debate de PEC que pode privatizar praias.</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/senado-retoma-debate-de-pec-que-pode-privatizar-praias</link>
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<description>Matéria está na CCJ para discussão</description>
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<media:description type="plain">Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Senado volta a discutir nesta segunda-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2022 que transfere a propriedade dos terrenos do litoral brasileiro, hoje sob o domínio da União, para estados, municípios e proprietários privados. Aprovado em fevereiro de 2022 na Câmara dos Deputados, a PEC estava parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desde agosto de 2023.</p>
<p>Uma audiência pública discute hoje o tema, que está sob a relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e enfrenta resistência da base governista. Organizações ambientalistas alertam que a proposta traz o risco de privatização das praias por empreendimentos privados e pode comprometer a biodiversidade do litoral brasileiro.</p>
<p>Além das praias, a União detém a propriedade de margens de rios e lagoas onde há a influência das marés.</p>
<p>De acordo com o Observatório do Clima, “esse é mais um projeto do Pacote da Destruição prestes a ser votado. Isso põe em risco todo o nosso litoral, a segurança nacional, a economia das comunidades costeiras e nossa adaptação às mudanças climáticas”.</p>
<p>Para o grupo que reúne diversas entidades de defesa do clima e do meio ambiente, os terrenos de marinha são guardiões naturais contra enchentes, deslizamentos e eventos climáticos extremos.</p>
<p>“Essa defesa é essencial para a nossa segurança e resiliência. Essas áreas preservam nossa biodiversidade e equilíbrio dos ecossistemas costeiros. Privatização pode trazer danos irreversíveis”, afirmou o Observatório, em nota.</p>
<p>A PEC exclui o inciso VII do artigo 20 da Constituição, que afirma que os terrenos de marinha são de propriedade da União, transferindo gratuitamente para os estados e municípios “as áreas afetadas ao serviço público estadual e municipal, inclusive as destinadas à utilização por concessionárias e permissionárias de serviços públicos”.</p>
<p>Para os proprietários privados, o texto prevê a transferência mediante pagamento para aqueles inscritos regularmente “no órgão de gestão do patrimônio da União até a data de publicação” da Emenda à Constituição. Além disso, autoriza a transferência da propriedade para ocupantes “não inscritos”, “desde que a ocupação tenha ocorrido pelo menos cinco anos antes da data de publicação” da PEC.</p>
<p>Ainda segundo o relatório, permanecem como propriedade da União as áreas hoje usadas pelo serviço público federal, as unidades ambientais federais e as áreas ainda não ocupadas.</p>
<p>MMA<br />Em entrevista hoje à Rádio Nacional, a diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ana Paula Prates, defendeu que esses terrenos, hoje com a União, funcionam como proteção contra as mudanças climáticas. <br />“Acabar com essa figura é um retrocesso enorme. A PEC termina com essa figura dos terrenos de marinha, que são terrenos da União, e passa gratuitamente para estados e municípios, para poder, inclusive, privatizar essas áreas”, disse.<br />A representante do MMA acrescentou que a PEC não privatiza diretamente as praias, mas pode levar ao fechamento dos acessos às áreas de areia. “Na hora em que esses terrenos todos que ficam após as praias forem privatizados, você começa a ter uma privatização do acesso a elas, que são bens comuns da sociedade brasileira”.]</p>
<p>Defesa<br />O senador Flávio Bolsonaro defende, em seu relatório, que a mudança é necessária para regularizar as propriedades localizadas nos terrenos de marinha. “Há, no Brasil, inúmeras edificações realizadas sem a ciência de estarem localizadas em terrenos de propriedade da União”.</p>
<p>Segundo Flávio, “os terrenos de marinha causam prejuízos aos cidadãos e aos municípios. O cidadão tem que pagar tributação exagerada sobre os imóveis em que vivem: pagam foro, taxa de ocupação e IPTU. Já os municípios, sofrem restrições ao desenvolvimento de políticas públicas quanto ao planejamento territorial urbano em razão das restrições de uso dos bens sob domínio da União”.</p>
<p>O senador fluminense argumenta ainda que a origem do atual domínio de marinha sobre as praias foi justificada pela necessidade de defesa do território contra invasão estrangeira, motivo que não mais existiria, na visão do parlamentar.</p>
<p>“Atualmente, essas razões não estão mais presentes, notadamente diante dos avanços tecnológicos dos armamentos que mudaram os conceitos de defesa territorial”, disse no parecer da PEC.</p>
<p>Audiência<br />Na audiência pública desta segunda-feira, a CCJ do Senado deve ouvir a Coordenadora-Geral do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Marinez Eymael Garcia Scherer; a representante Movimento das Pescadoras e Pescadores Artesanais (MPP); Ana Ilda Nogueira Pavã; o diretor-Presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa; o prefeito de Florianópolis (SC), Topázio Silveira Neto, entre outros convidados.</p>
<p>*Matéria alterada às 12h50 de hoje (27) para acréscimo de informação (MMA).</p>
<p>* Matéria alterada em 28/05, às 14h30 para correção da expressão referente aos terrenos no litoral. São chamados de "terrenos de marinha" e não "terrenos da Marinha", como anteriormente informado.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>CCJ adia análise de projeto que muda processo de demarcação de terra. Pedido de vista coletivo adiou, na Comissão de Constituição.</title>
<link>https://www.realidadeuberlandense.com/noticia/ccj-adia-analise-de-projeto-que-muda-processo-de-demarcacao-de-terra-pedido-de-vista-coletivo-adiou-na-comissao-de-constituicao</link>
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<description>Processo volta para a pauta do colegiado.</description>
<media:content url="https://www.realidadeuberlandense.com/uploads/images/2025/09/ccj-adia-analise-de-projeto-que-muda-processo-de-demarcacao-de-terra-pedido-de-vista-coletivo-adiou-na-comissao-de-constituicao.png" medium="image">
<media:description type="plain">Marcelo Camargo / Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pedido de vista coletivo adiou, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, a discussão sobre o projeto de Lei (PL) 490/2007, que altera o Estatuto do Índio definido na Constituição de 1988. O processo volta para a pauta do colegiado, após o prazo de duas sessões do plenário da Casa.</p>
<p>Na prática, o projeto estabelece um marco temporal para demarcação das terras, tornando o processo mais complexo. Segundo o texto, serão passíveis de demarcação somente as áreas ocupadas pelos índios até 5 de outubro de 1988, ou as terras em renitente esbulho (perda do bem por violência, clandestinidade ou precariedade).</p>
<p>O relator do projeto, Arthur Maia (DEM-BA), tomou como base, na elaboração do texto, o julgamento da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Além do marco temporal, Maia adotou o entendimento de renitente esbulho como conflito possessório, iniciado no passado e persistente até o marco demarcatório temporal da data da promulgação da Constituição de 1988.</p>
<p>De acordo com o texto, os processos administrativos de demarcação de terras indígenas ainda não concluídos serão adequados à nova proposta. Outro ponto é que o projeto proíbe a ampliação de terras indígenas já demarcadas.</p>
<p>A deputada Joênia Wapichana (Rede-RR), única representante indígena na Câmara, cobrou a ausência de lideranças no debate da matéria. Desde terça-feira (15), dezenas de representantes de povos indígenas tem protestado contra o projeto. Na manhã desta quarta-feira, eles se posicionaram na entrada da Câmara, mas a entrada foi barrada pela segurança da Casa.</p>
<p>“Esse projeto não interessa aos indígenas que estão aqui na frente do Congresso [Nacional] e vai desfigurar os processo de demarcação de terras indígenas. Ele tenta emplacar uma tese de marco temporal que está sendo rechaçada no Supremo Tribunal Federal”, afirmou a deputada. Ela lembrou que o tema consta da pauta da Corte nesta semana.</p>
<p>Segundo a deputada, o texto desconsidera o histórico de expulsões, remoções forçadas e violências cometidas contra essas populações. Ela disse ainda que a proposta coloca as populações indígenas em vulnerabilidade.</p>
<p>“Será que a gente tem um início de direito para viver, um início de direito de ter a terra indígena?”, questionou a deputada, referindo-se à tese do marco temporal.</p>
<p>“A Constituição diz claramente que o direito às terras são direitos originários, imprescritíveis, inalienáveis", afirmou.</p>
<p>Crítica<br>Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP ), a Constituição determina ao Poder Executivo a competência pela demarcação das terras. Ele disse que somente com as terras homologadas os indígenas podem ter preservados a sua cultura, costumes e modos de vida.</p>
<p>”Esse reconhecimento da organização social, dos costumes, das línguas, das crenças e das tradições indígenas é a expressão concreta do avanço da legislação em relação à defesa dos direitos desses povos. O reconhecimento legitima a cultura e garante aos índios o direito de viverem segundo seus usos e costumes”, disse o deputado, em voto separado.</p>
<p> Autor de outra proposta que trata de demarcação de terras indígenas, Edio Lopes (PL-RR) ressaltou que o texto de Maia é inconstitucional. Para ele, o tema da demarcação de terras indígenas não deveria ser tratado por meio de um projeto de lei.</p>
<p>“Precisamos reconhecer que não podemos doutrinar essa questão através de uma lei ordinária, porque a questão da Raposa Serra do Sol é balizadora da questão indígena no país e ela foi resolvida no STF.  É uma questão constitucional e não podemos tratar o 231 [artigo da Constituição que trata da demarcação] a não ser através de uma proposta de lei complementar”, disse.</p>
<p>Defesa<br>Deputados da base governista defenderam a proposta. O deputado Darci de Matos (PSD-SC) disse que os processo de demarcação têm sido objetos de disputa na Justiça.</p>
<p>“Eu entendo que a demarcação de terras indígenas tem que ocorrer por meio de projeto de lei e não por meio de decreto e por influência de ONG [organização não governamental]”, disse.</p>
<p>O texto apresentado por Maia torna obrigatória a participação de estados e municípios nos procedimentos de demarcação em que se localize a área pretendida e das comunidades diretamente interessadas. O projeto diz que o processo será aberto à manifestação de interessados e de entidades da sociedade civil, desde o início do processo administrativo demarcatório.</p>
<p>A proposta permite a retomada de áreas de reservas destinadas aos povos indígenas, “em razão da alteração dos traços culturais da comunidade ou por outros fatores ocasionados pelo decurso do tempo”.</p>
<p>O texto abre ainda espaço para a exploração, em terras indígenas, de atividades econômicas, como as que são ligadas ao agronegócio e ao turismo, incluindo celebração de contratos com não indígenas.</p>
<p>“Pretendemos conceder-lhes [aos indígenas] as condições jurídicas para que, querendo, tenham diferentes graus de interação com o restante da sociedade, exercendo os mais diversos labores, dentro e fora de suas terras, sem que, é claro, deixem de ser indígenas”, justificou o relator da proposta, Arthur Maia (DEM-BA).</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Agência Brasil / Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Realidade Uberlandense</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
</channel>
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